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Ordinarices: Trocam-nos as palavras

Olhando em meu redor, lendo artigos e entrevistas, ouvindo os noticiários e as pessoas chego à conclusão que a moda é trocarem as palavras para nos dar a volta.

Já não se diz problema, diz-se desafio. O país enfrenta novo desafio. Problema é feio e não fica bem.

Quando não se tem dinheiro para fazer algo, diz-se que neste momento isso não é uma prioridade. E um programa não falha, depara-se com necessidades de atualização.

Também não convém chamar alguém de novo rico, é preferível chamar de empresário – mesmo que não tenham nenhuma empresa nem sejam empreendedores. Fulaninha de tal, empresária. Outra palavra, agora diz-se empreendedor em vez de desenrascado. Este jovem empreendedor criou um negócio de estafetas com apenas uma bicicleta.

Já não há donos nem patrões, são todos CEOs. Não há senhoras de limpeza, são técnicas de limpeza ou TL – porque as abreviaturas dão outra categoria às coisas. Não há cangalheiros, pois ao que parece morreram de vergonha com o nome e agora são agentes funerários. E já não se faz a recolha de lixo, mas sim o tratamento de resíduos. Não há funcionárias da escola, mas auxiliares de educação. A prostituição não é uma profissão legal, mas as prostitutas são profissionais do sexo. 

 

Opinadela: “A minha pátria é a Língua Portuguesa”

Tropecei há dias num artigo (falha-me a memória para poder referenciar como é devido, pelo que peço desculpa) que colocava a Língua Portuguesa entre as línguas mais faladas no mundo. Veio-me logo à mente a famosa frase de Fernando Pessoa “A minha pátria é a Língua Portuguesa”. É a sua e deverá ser a nossa.

Por muita atrocidade que lhe seja cometida, por muito pontapé que se lhe dê, a nossa língua tem a capacidade de perseverar no tempo. Ainda que tenha de evoluir e sofrer alterações, ainda que tenha de se adaptar, se lhe fizermos jus à alma, ao sentido que cada palavra carrega, a nossa pátria será grande, a nossa pátria será eterna. Não vale a pena prolongar as discussões sobre o Acordo Ortográfico, a sua utilização ou a resistência à mesma. Tendo sido um opositor do AO, sou agora um utilizador, porque compreendi que a força das palavras está no seu significado e na beleza do seu som, mais do que na forma como se escrevem ou omitem letras ou hífens, ou se maiusculizam ou não as palavras. E, também, porque me lembrei que no secundário a minha professora de português me autorizava a utilizar os meus neologismos desde que justificáveis, relevantes e aspados.

O artigo em causa enumera uma listagem das línguas mais faladas no mundo, mas a minha memória não me permite lembrar em que posição. Utilizando a minha ação preferida: Google it!– que faço uso desde que vi o filme dos Smurfs – descobri a página de estatísticas do site do Observatório da Língua Portuguesa, que coloca Portugal no 5º lugar das línguas mais faladas no mundo. Resumidamente: 1º Mandarim, 2º Espanhol, 3º Inglês, 4ª Hindu, 5º Português. Para mim, é motivo de orgulho.

 

 

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